quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Através de um espelho um enigma: Relatividade Geral aplicada à Psicologia Social?

Através de um espelho um enigma: Relatividade Geral aplicada à Psicologia Social?

Decidir postar isso no Blog depois de uma conversa esclarecedora que tive com uma Grande Amiga. Então, por ora, vamos deixar o discurso corporativo e high-tech de lado, e falar um pouquinho sobre “esse Estranho, o Amor”...

Nunca sabemos de antemão quem será a pessoa que iremos amar para o resto de nossas vidas. Em geral, somos trazidos até essa pessoa, mas a confirmação é deixada para discernimento e sabedoria que D’s nos deu. Não temos nenhuma “Revelação” especial sobre o assunto ou a pessoa em questão, até o momento em que temos essa certeza, que pode acontecer anos depois (décadas?). Mas, espere um pouquinho... como podemos não saber? Ora, foi o Apóstolo Paulo que escreveu: “...agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face: agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12). Posso lhe assegurar que, enquanto eu e você, e todo o resto da espécie humana, permanecermos neste lado da vida (do lado de cá do espelho!), isso nunca mudará, não importa o quanto tentemos. Mas, e se, apesar de toda nossa simulação e hipocrisia, conseguíssemos ver como os outros como a pessoa que mais amássemos? Imagine olhar para um estranho desconhecido ou seu mais odioso inimigo com o mesmo afeto, olhar e amor que você olha para seu filho ou, a pessoa amada. Seria possível vislumbrar os afetos mais profundos com um simples olhar. Ninguém poderia mentir com relação ao Amor. Você conseguiria ser entendido pela pessoa amada, através de um simples olhar. Ninguém conseguiria odiar, ou ter qualquer outro sentimento prejudicial ao espírito. Chamo esse maravilhoso dom de relatividade geral aplicada á psicologia social. Porque será exatamente isso: uma relatividade social.
Por mais que você ame uma pessoa, mesmo em seu relacionamento mais apaixonado, você ainda olha para ela através de uma janela suja, que gera uma imagem distorcida. Nossas diferenças, nosso ambiente, nossas experiências passadas e, sobretudo, nossas fraquezas, ficam no caminho para criar uma barreira, um abismo entre nós. Então, vemos o suficiente da outra pessoa apenas o necessário para amá-la, mas essa imagem é difusa por causa de todos esses véus. Não podemos ver com clareza plena, assim como ela também não!
Porém, quando todos os véus caírem, essa janela não apenas parecerá que foi totalmente limpa, como também que foi definitivamente removida da sua vida! Quando você estiver do outro lado do espelho e olhar para cada uma das pessoas que já a amaram e foram amadas por você, você poderá contemplar seus mais profundos pensamentos, desejos e emoções, assim como eles as suas. Certa vez, achei que isso fosse ser embaraçoso, mas hoje vejo que somente quando as pessoas puderem realmente ver quem são, é que elas compreenderão as motivações que fizeram elas fazer o que fizeram: uma educação desastrosa, propensões genéticas, falhas inerentes à condição humana, . . . Qualquer mágoa ou ressentimento que pudéssemos ter das pessoas que amamos – e não sou poucas – serão nesse dia completamente obliteradas, porque estaremos vendo o melhor de cada pessoa, sendo o melhor de nós mesmos. Conseguiremos entender completamente aqueles que nos magoaram como aqueles que magoamos conseguirão nos entender completamente. Será maravilhoso!
Raramente compreendemos todas as razões psicológicas que instigam nosso comportamento negativo. Quando pessoas que nos são próximas e/ou amamos fazem coisas ruins conosco, criamos animosidades, ficamos zangados ou simplesmente tristes e decepcionados. E mesmo em nossos relacionamentos mais maravilhosos, temos cicatrizes profundas deixadas por mágoas passadas. Quem já teve um relacionamento complicado com um pai ou um filho, ou já passou por uma profunda decepção amorosa sabe do que estou falando. Mas aqui as boas notícias são essas: no Paraíso, D’s nos revelará todas nossas motivações internas. Saberemos o porque que algumas das pessoas que mais amamos agiram de certas maneiras que nos feriram e nos magoaram profundamente. Então, veremos claramente que nossos entes queridos e amados fizeram essas coisas conosco porque estavam inseguros, ou porque também estavam magoados, ou devido a algum trauma que lhes aconteceu na infância.
Pela primeira vez, veremos claramente todas nossas próprias fraquezas. E então, quando percebermos o quanto D’s nos perdoou, os pecados que os outros cometeram contra nós não pareceram assim tão horríveis.
Mas, que lição posso tirar disso enquanto ainda estiver aqui, desse lado do espelho? Creio que o principal motivo pelo qual D’s permitiu que um Homem sentisse Amor por uma Mulher é para que se ajudassem mutuamente a chegar no Paraíso. Então podemos considerar esse maravilhoso sentimento como um presente que recebemos de D’s, uma pequena demonstração do que teremos no Paraíso. E, embora seja praticamente certo que ainda teremos que enfrentar mais sofrimento e morte nos anos vindouros, também é praticamente certo que receberemos força e coragem para suportar qualquer coisa. E, embora você não vá ver D’s face a face nessa vida, sua Fé nEle crescerá exponencialmente, até você ter mais certeza da existência de D’s e do Seu Amor por você do que tem na sua própria! Sua Fé e seu Amor serão indestrutíveis! Esteja você à sombra da Cruz, ou sobre a luz brilhante do Arrebatamento!

Um abraço e um parabéns aos aniversariantes do mês: à minha Grande Amiga Zairinha, ao meu primão Huelton, à minha amiga israelense Shαĩly, às minhas orkutFriends Janaína, Ruahane, Carla B, Tatiana Jácome, Dina, Raquel Wanzeler, à bela jornalista Carina, às alegres May, Adrielle, Humara e Úrsula e ao meu WorldFriend Schmail Mendellson. Amo todos vocês!

Um beijo no coração de todos!
;*

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

ABAIXO UM POEMA COM FLORES PARA A PESSOA AMADA. UM RECADO AO AMOR IMPOSSÍVEL...


IF I COULD LOVE YOU

If I could love you
Time and again
I would try to say
All I’d want to know
If I love you
Words wouldn’t come in an
Easy way
Round in circles I’d go
Longing to tell you
But afraid and shy
I’d let my golden shoes
Pass me by
Soon you’d leave me
Of would you go
In the mist of day
Never! never !
Never To know
How I loved you :: Quanto eu amei você
If I could loved you ...
...You

sábado, 19 de julho de 2008

orkut - Meus vídeos favoritos

Não pude escrever antes por problemas com minha conexão! logo voltarei à toda! Por hora, divir vídeo:
orkut - Meus vídeos favoritos

quinta-feira, 3 de julho de 2008

HI!

hi, again!
testando o feed para o orkut!
(eheheh! espero que desta vez dê certo!)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

EM DEFESA DO VOTO NULO

A democracia no Brasil se tornou um espetáculo televisivo. O eleitor escolhe candidatos como se estivesse escolhendo ovos de ouro numa prateleira de um supermercado caro, para depois descobrir que eles estavam podres, e o ouro era falso (para nós!). Os candidatos estão cada vez mais parecidos. A briga entre eles é falsa e serve apenas para que ainda haja esperança na atual maneira de se votar.
E para que eles continuem no poder.
Mas política não é só isso, não é só voto. Política é também pressão, participação e discussão (à exaustão, se necessário). Do modo como ocorrem as campanhas eleitorais e as eleições, entende-se – de maneira subliminar, pelos meios de comunicação – como uma leve sugestão apenas (ou um tapinha no rosto do eleitor), de que não há outra atitude política além do voto bi-anual.
Mas, do jeito que está hoje colocado, o voto tornou-se uma renúncia à liberdade. Não precisamos de líderes que nos imponham leis e criem regras que limitem nossos direitos.
Mas então, de que maneira um eleitor esclarecido poderia negar esse sistema?
Existem três opções: a primeira é o eleitor esclarecido se candidatando. Ora, todos sabem que não é possível mudar um sistema político por dentro. A política leva as pessoas à corrupção. (corrompendo, as pessoas mudam). Além do mais, não me parece ser uma boa saída o eleitor esclarecido se nivelar por baixo, junto com os demais políticos profissionais.
Seria mais fácil encontrar Wally . . .
A segunda opção seria bater panelas e fazer greves até que nossas reivindicações fossem atendidas ou, pelo menos, fôssemos ouvidos. Mas isso já não fazem os movimentos de esquerda hoje no país? Em que seríamos diferentes, se estamos fazendo a mesma coisa? Já há políticos profissionais que já fazem a mesmíssima coisa! É claro, por motivos não tão nobres, mas acabaríamos correndo o risco de sermos vistos como “farinha do mesmo saco” . . .
Existe uma terceira opção, que recusa o atalho fácil dos costumeiros debates político-eleitoreiros: o voto nulo.
Calma, calma! A situação não é tão feia como parece! O doente está travado, mas ainda há bastante hemoglobina no hospital! Suas condições são estáveis e ainda não há motivos para puxar a tomada . . . ao menos por enquanto.
Muitos dirão; “Ora, mas se os eleitores consciêntes e esclarecidos do Brasil anulassem seu voto, a eleição acabaria sendo decidida pelos menos esclarecidos, aqueles que, à moda de Esaú, vendem seu direito de nascença por um prato de lentilhas” (muitos são até mais baratos . . .). mas aí eu lhe pergunto: e se os eleitores-Esaú anulassem seus votos?
Se os eleitores conscientes anulassem o voto, a eleição seria decidida pelos menos esclarecidos. Mas, se estes anulassem, estaríamos livres dos corruptos!
Então, ora bolas! Deixem que o povo, a massa popular, fique descontentes com os políticos! Se o eleitor não está contente com nenhum candidato, tem o direito de anular! É uma escolha legítima como qualquer outra! Se o eleitor não conhece os candidatos, corre o risco de votar em corruptos. Portanto, sua melhor opção é anular!
A cada dois anos, somos convocados para limpar o convès do Titanic. E para quê? Eu me recuso a limpar! Me recuso a emprestar meus ouvidos para a bandinha que toca ao fundo! Me recuso a autorizar alguém a legislar en neu nome! Creio que tenho maturidade política suficiente para lutar pelos meus interesses, e pelos interesses de mais ninguém! Todos nós já atingimos essa maturidade. Falta só nos olharmos no espelho.
Lembrem-se: o voto nulo pode ser o único voto consciente que teremos nessa eleição.

Beijos no coração de todos e até amanhã!
(that's not my problem about yesterday, ok?)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

MICROSOFTIANISMO (:) E O CAPITALISMO SEM “FORÇA DE ATRITO”

(Para você ver o que uma gripe pesada não faz: sábado postei o artigo de hoje. Então hoje, vai o artigo de sábado!)

O que é capitalismo sem “força de atrito”? Qual sua relação com o chamado (para uns, festejado. Para outros, amaldiçoado) microsftianismo?
A internet está mudando a cara das relações comerciais, mas, de uma maneira um tanto irônica, o que se verifica é um retorno ao comércio preconizado por Adam Smith, que no século passado cunhou o termo “sociedade aberta”. Bem, estamos noutro século, e o que se verifica hoje? Graças a internet, o comprador e o vendedor podem se encontrar facilmente, sem perder muito tempo e gastar muito dinheiro. Inverteu-se a relação comprador-vendedor, fazendo com que o primeiro estabeleça o preço que está disposto a pagar por um produto/serviço e faça a oferta ao segundo (o fornecedor). O termo capitalismo sem “força de atrito” foi cunhado por Great Bill, e se assemelha ao primeiro, nas atividades-fins.
Em sua firma de consultoria, talvez seja importante você armar seus profissionais do conhecimento com ferramentas digitais de informação para que possam conectar-se aos clientes e gerenciar essas relações. A priori, o fluxo digital deve penetrar em todas as frestas da sua organização. Seu escritório precisa ter uma homepage interativa. Comerciantes online podem usar informações digitais para ter mercadorias sob medida enquanto interagem com cada comprador real. Às vezes, nem precisamos de tanto: um simples FAQ bem feito num aplicativo de intranet pode nos fazer economizar dezenas, centenas, de e-mails de funcionários buscando informações básicas.
Num mundo perfeito, ideal, e-society, os aplicativos da intranet deve(ria)m dar a seus funcionários controle total sobre certos aspectos de suas vidas, tais como: mudanças em benefícios, planos de investimentos, contribuições sociais, ações comunitárias etc., colocando a responsabilidade diretamente nas mãos das pessoas mais motivadas a agir. Já existem ferramentas para uma administração tipo self-service, que permitem aos funcionários modelar e simular os resultados das mudanças para transformá-las em realidade. Ei, espere um momento: a empresa de Great Bill tem um: chama-se MS Giving!
Agora é sério: numa e-society, várias estruturas de dados vão diretamente para a Folha de Pagamentos, liberando sua equipe de RH para trabalhar em assuntos estratégicos de pessoal, como recrutamento e treinamento. Mas atenção: seu cliente deve ter, ao conectar-se à internet, algo mais que o simples processo de informação. No mundo ideal, qualquer organização tem centros empresariais com instalações próprias para seus computadores, oferecendo conexão de alta velocidade, docking stations e telas de alta resolução para que seus clientes possam ligar seus equipamentos portáteis, sendo em sua empresa tão produtivos quantos nos seus próprios escritórios.
Um teórico (cujo nome não me recordo, mas postarei seu nome posteriormente) rascunhou algumas das mudanças fundamentais nos negócios que ocorrerão em conseqüência dos pontos de inflexão digital, até 2010 (menos de dois anos, portanto):
- Transações empresas/consumidores, empresas/empresas e consumidores/governos se tornarão transações digitais self-service. Os intermediários evoluirão para agregar valor (ou perecerão);
- Os serviços ao cliente se tornarão a principal função de valor agregado em cada negócio. O envolvimento humano no serviço passará de tarefas rotineiras, de baixo valor, para consultoria pessoal de alto valor sobre questões importantes – problemas ou desejos – para o cliente;
- Por motivos de eficiência – e também devido à concorrência - as organizações adotarão internamente processos digitais. O ritmo das transações e a necessidade de atenção mais personalizada – clientes mais exigentes – levarão a isso. As organizações usarão cada vez mais o SND para transformar periodicamente seus processos internos, adaptando-se a um ambiente em constante mudança.
Para começar a criar um SND, o Gestor deve ter uma imagem ideal das informações de que precisa para fazer seu negócio funcionar e para entender seus mercados e concorrentes. Deve pensar muito sobre os fatos básicos importantes para seu trabalho e sua empresa. Faça uma lista de questões-chave que precisa ser capaz de responder se quiser competir com eficácia. Descubra os dados que o ajudarão a responder a essas perguntas e estimule mais perguntas. Você sabe que montou um excelente SND quando as informações fluem por sua organização de modo tão rápido e natural quanto seu pensamento, e quando você pode usar a tecnologia para reunir e coordenar equipes tão rapidamente quanto pode concentrar um indivíduo numa questão.
Que lições um executivo pode tirar para sua empresa? Contribuo para o debate com três lições valorosas:
1) Jogue toda a papelada fora! Áreas que tem muitos formulários, papéis e documentos devem passar por uma reformulação. Desenvolva programas para substituí-los por processos digitais. A informação digital possibilita inovações nos processos que seriam impossíveis baseados em papel;
2) Uma abordagem matricial self-service cuida de até 90% das necessidades administrativas de seus empregados;
3) Descubra um microcosmo de clientes que já adotam o webstyle, e use esse grupo para desenvolver modelos gerais de negócios.

Vou dar um exemplo: na hora de contratar um candidato em potencial (que é necessário para sua empresa), seu especialista em RH (GRH) deve pesquisar em seu banco de dados de recrutamento – BDR – em busca de candidatos potenciais, consultando profissionais de recrutamento pessoalmente ou por e-mail. É importante que ele use um software de gerenciamento de tempo e tarefas para agendar as entrevistas. Cada entrevistador recebe uma cópia on-line do currículo e qualquer outra informação relevante por e-mail ou MSN. Conversas podem ser feitas através de programas como o Skype. Depois do encontro com o candidato, o entrevistador manda seus comentários sobre o candidato para a área de RH, o gerente de contratações e os outros entrevistadores, por e-mail, sugerindo questões de acompanhamento para os próximos entrevistadores.
Este simples compartilhamento em tempo real de informações das entrevistas faz com que os entrevistadores se baseiem uns no trabalho dos outros, evitando duplicações (um entrevistador pode sugerir ao seguinte que examine melhor como a pessoa trabalharia em equipe, por exemplo) de tempo e dinheiro. Ao mudar as interações de rotina para a web e possibilitar que os clientes ajam por eles mesmos, você libera seu pessoal de vendas para fazer coisas mais significativas pelos seus clientes, mudando o modo como se faz negócios.

Uma última dica: a internet não substitui as pessoas. Torna-as mais eficientes.
Tempo não é dinheiro, mas a economia dele é!

Beijos no coração de todos e até amanhã!

sábado, 14 de junho de 2008

(Ainda dodói. Mas pelo menos já consigo sentar na cama!)

RUMO A UMA CIVILIZAÇÃO PLANETÁRIA
(Ainda dodói. Mas pelo menos já consigo sentar na cama!)
O período mais perigoso para o ser humano são os primeiros meses de vida, quando a transição para o ambiente externo, potencialmente hostil, submete o bebê a enormes pressões biológicas, energéticas e de adaptação. No entanto, após o primeiro ano de vida, a taxa de mortalidade cai enormemente. De maneira similar, o período mais perigoso para nossa civilização é o primeiro século depois que ela alcançou a capacidade nuclear.
Quando nossa civilização descobriu o elemento 92 (uránio), em meados do século passado, subitamente tornamo-nos capazes de libertar nossa espécie da pobreza, da ignorância e da fome. Mas também, noutro espectro de probabilidade, nos tornamos capazes também de transmutar o planeta em cinzas nucleares. De repente, tomamos consciência dos perigos que ameaçam nossa existência, tal qual uma criança que aprende a andar.
A analogia de nossa civilização com uma criança é conveniente. Como espécie, somos semelhantes a uma criança mimada, incapazes de controlar nossas explosões de raiva auto-destrutivas, sendo assombrados por antigos ódios sectários, fundamentalistas, nacionalistas e raciais que macula(ra)m nossa história imatura. Como civilização, somos profundamente divididos por fraturas criadas há milênios. Como sociedade, estamos sendo fatalmente dilacerados por nações briguentas, invejosas e estado-cêntricas, e profundamente divididos por linhas raciais religiosas e nacionais. Mal cuidamos de nossas necessidades energéticas e de nossa própria alimentação. Do espaço, apresentamos apenas algumas poucas manchas turvas de pálidos pontos de luz, e – não podemos esquecer – ainda se morre de fome no planeta.
Não deveríamos ter descoberto o elemento 92. Ainda. Tal poder só poderia ser liberado quando nós, como espécie inteligente que somos, tivéssemos atingido um nível de desenvolvimento industrial e uma unidade social coesiva planetários. Nossa tecnologia não deveria ter ultrapassado o desenvolvimento social. Em algum momento do século passado, ocorreu um grave descompasso, rompendo o equilíbrio delicado que existia entre o crescimento lento e estável da unidade social coesiva e seu desenvolvimento tecnológico. A pobreza, a ignorância, a fome, o ódio, a poluição e todos nossos demais erros como espécie são fruto de uma política planetária não coordenada, para não dizer inexistente. O poder para refrear e por fim eliminar este verdadeiro catálogo de males reside numa política global, cuja aplicação é difícil, se não impossível, enquanto a unidade social coesiva dominante for o Estado-Nação, composto por apenas algumas centenas de milhões de pessoas, mal distribuídas em centenas de nações hostis entre si.
Explico: as medidas necessárias para corrigir, nos curarmos dessas doenças da civilização, exigem um extraordinário grau de cooperação entre os povos e as nações, um grau de cooperação muito maior do que o existente entre os estados da nossa federação, por exemplo. Em outras palavras, o planeta como um todo deveria funcionar de maneira mais eficiente que a mais eficiente nação do planeta. Teríamos que ser, todos nós juntos, uma hiper-nação, um Estados Unidos da Terra. Ou uma Suiça Planetária.
Organizados e agregados na ordem de bilhões, e com uma excepcional estabilidade política, poderíamos explorar nossa capacidade nuclear de maneira responsável, juntamente com todos nossos recursos planetários, numa sinergia que hoje não passa de um sonho.
A organização social necessária para tanto, tem que ser muito complexa e avançada, senão a tecnologia não pode ser desenvolvida. Ao mesmo tempo - e de maneira paradoxal - tem que ser simples, do contrário criam-se linhas de fratura na sociedade.
Com uma unidade social coesiva correspondente a toda a população de nosso planeta, aos poucos serão eliminadas antigas barreiras sociais, culturais e nacionais que muitas vezes foram causadoras de grandes guerras, e as divisões e cicatrizes que marcam e afligem nossa civilização se desvanecerão em história com o advento da abundante riqueza material e recursos energéticos. Só uma civilização desse tipo pode verdadeiramente tomar decisões que afetam o fluxo de energia e recursos de todo o planeta.
Para chegar nesse grau de coesão, teremos que desenvolver um sistema de comunicação planetário, uma cultura planetária e uma economia planetária. E também teremos que ter sinergia e fecundação cruzada nas mais diversas áreas científicas, tecnológicas e até culturais.
Nações inteiras, ONG’s, entidades assitênciais e o voluntariado já criaram dezenas de milhares de projetos energéticos e sociais no mundo. Se todo esse investimento pulverizado e se todas as doações do mundo fossem reunidas de uma maneira que se evitassem superposições, e a burocracia substituída pela adhocracia, o produto mundial bruto e o consumo mundial de energia do planeta cresceriam 130 vezes. Com o subsidio dos governos do mundo (que poderíam cobrar um imposto sobre compras online), poderíamos ter celulares de graça e notebooks para todas as crianças do mundo (ambos com WiMAX, a tecnologia que possibilita internet sem fio, liberada e ilimitada). Com um programa como o Skype ou MSN, a sociedade inteira – cada cidadão do planeta - estaria ligada por comunicação instantânea, podendo falar e se ver a vontade, sem pagar nada. A abundante riqueza material e energética seria tão grande que, em apenas alguns anos (não décadas), viabilizaríamos a escola em tempo integral para todas as crianças do mundo, e de quebra, acabaríamos com a fome no planeta.
As realizações econômicas, técnicas e científicas podem superar tudo que é remotamente concebível no momento por um fator de mais de cem. Regiões inteiras do mundo, hoje miseráveis bolsões de miséria, estarão industrializadas. A riqueza nunca será distribuída de maneira equitativa, mas as paixões e ódios que inflamaram povos e revoluções no passado declinarão gradualmente, à medida que as pessoas se tornarem mais ricas e tiverem maior envolvimento com o sistema (um meta-governo wikicrático).
Mas, temos algum indício de que alguma coisa parecida com essa realmente vai acontecer? Onde estão as tendências centrífugas que nos levarão a uma sociedade planetária? O teórico Michio Kaku enumera cinco frentes, concomitantes e ao mesmo tempo sequenciais:
1) O desenvolvimento de uma língua global comum
2) O surgimento de uma economia mundial
3) A ascenção de uma classe média internacional
4) A elevação de uma cultura planetária
5) O fim da era das nações
A tendência 1 e 2 dispensam comentários. O inglês já é a língua mais falada do mundo hoje, e quem não o domina está em séria desvantagem competitiva. Já a globalização não deixa dúvidas de que veio para ficar. No decorrer das próximas semanas, estaremos aprofundando o debate sobre as tendências restantes.

No final das contas, se nossa civilização alcançar um sistema político planetário, talvez tenhamos superado o pior.

Beijos no coração de todos. Até segunda (porque eu também sou filho dEle!)